Brazilian Artists, Paintings, Sculpture
Brazilian Artists
paintings
 Born in Rio de Janeiro in 1954. Painter, designer, poet and Performance artist.
Self-Taught artist, she startet to drawin 1967 and has developed her artistic activities in drawing, painting,sculture and installation, performance and poetry,but also in theater (text,wardrobe and scenography).She is showing her work regulary since the79ties in solo and group exhibitions, in galleries and museums of several countries. Currently, she divides her times between her studios in Brasil and Switzerland, where she lives.
 Nasceu em 1954 no Rio de Janeiro. Pintora, Poeta e atriz performatica.
Artista autoditada Carioca (1954), ela comecou a Desenhar em 1967 e desenvolveu a sua atividade artistica em Desenho , pintura , escultura , instalacao, poesia, video- performance e teatro.( texto, figurinos, e cenografia). Expoe regularmente desde 78 em mostras colectivas e individuais , em galerias e museus de diversos paises . Actualmente , ela divide o seu tempo entre os atelies no Brasil e na Suica , onde reside.

Brazilian Artists

The Diary of Vera Goulart - (of the day and of the past...)... Text by Vera Goulart
Vera Goulart von Alice Renkes, Kunst Bulletin - Bern 2006




O DIARIO DE VERA GOULART- (Do dia e do Passado)
Texto: Vera Goulart

Dentro de meu universo imaginàrio e muitas vezes ,assustador, tento concretizar situacoes que na realidade, me fazem voar em meus pensamentos. Tenho meus ohlos fixos na possibilidade de inventar algo que me leve a um mundo mehlor e muito mais poètico. Nestas anotacoes morinbundas e escalafabéticas, percebo que no cotidiano de minha vida,minha pele se afina e amadurece, minhas coxas se endurecem com seus exercicios cotidianos musculares. Percebo que na passagem de cada ano , neste planeta terra, necessito de me apressar com meus pèzinhos andantes e descalcos ,em direcao a realizacao.
Diàriamente me sufoco com minhas caraminholancias habituais; nao desejo absolutamente, que a loucura me transforme em alguèm concretamente real ; quero mesmo que esta absurdidez tome conta de minha alma, e me torne verdadeiramente inatingivel. Em minha infancia dramàtica e teatralizada, estava sempre imaginado, porque meu primo , sempre colocava o palitinho de dente no anos do caozinho vira-lata, que se chamava PITO . Era como se ele quizesse uma resposta Artista autoditada Carioca (1954), ela comecou a Desenhar em 1967 e desenvolveu a sua atividade artistica em Desenho , pintura , escultura , instalacao, poesia, video- performance e teatro.( texto, figurinos, e cenografia). Expoe regularmente desde 78 em mostras colectivas e individuais , em galerias e museus de diversos paises . Actualmente , ela divide o seu tempo entre os atelies no Brasil e na Suica , onde reside.
do pobre animal, que sem entender nada, dirigia-se atè ele, e o acarinhava pedindo mais e mais……………. Essas caricias caninas ficaram em minha mente , por uma quase que vida inteira… pela janela do quarto do bairro do suburbio irajaniano, por nao dizer assim : - IRAJÀ….. ohlava espantada ,a mendiga negra, e alcolizada com a sua propria pobreza. Esta criatura sem dente e fedida, tinha nas maos um gato preto; ela o segurava no rabo , com as maos repletas de calos; e batia o corpo do gato , diretamente no banco de cimento da praca. Eram pancadas continuas e ritmadas , e eu somente escutava o miado do gato…. Mais uma vez, me perguntava, o que estava acontecendo e deixava me levar pela minha imaginacao sem ter nenhuma censura.

Outro fascinio, era abrir o armàrio branco de metal vagabundo da salinha de estar , e ver a infinidade de vidros que là estavam. Um dia , tive o desejo de saber o que continha em um dos vidros, onde do lado de for a era escrito : - VENENO………………… eu acabava de chegar da reuniao das bandeirantes escoteiras…… estava mesmo , bisbihlotando as baguncas quietas e inertes da casa de minha mae. Peguei o vidrinho ; abri a tampa!.... neste momento , chega o meu pai com meu primo adotivo, o tal , colocador de palitos dentes de ANUS!.............. fingi, que estava limpando o armàrio, e subtamente , me pus a cantar , uma opera imaginària , iniciando passos de danca avant- garde MATUTA DO SERTAO BAHIANO………imediatamente, escutei o baruhlo do chuveiro quebrado, a fumaca quente , saia pela porta, jà que a porta tinha uma macaneta escangahlada, uma vez, peguei meu primo , me ohlando pelo buraco da fechadura , onde neste momento , eu colocava o famoso MODESS juvenil…………………….. falava , também, sozinha de frente para o espehlo do corredor, do proprio espehlo , via a sombre de minha mae preparando paes… a casa, exalava de pao!... era o cheiro da esperanca, da mudanca de vida!... os paes seriam vendidos e o dinheiro utilizado para a compra de alimentos e complementacao do sustento da casa. Havia também, historias de nossos antepassados familiares , que eram contadas de uma maneira dramàtica e absurdamente realistica!...... as surras de corda que meu pai levava de meu avo , eram horrorosas!... e ele , ao contar , BABAVA, como se estivesse vivendo este momento… eram varios tipos de corda DURAS e de diversas expessuras. E ele dizia, que jà nao as sentia mais , e que pedia que seu pai o surrasse , mais ainda!... meus ohlos se esbugahlavam!... parece atè, que eu queria mesmo entender , o porque de tanta punicao… eu na realidade, estava em um mundo, que nao entendia direito!... minha mae tambèm fora torturada por meu outro avo , que era militar e pernambucano……acho , que este DIÀRIOGOULARNIANO, deverà se limitar apenas nestas linhas, devido ao mistèrio que nele contem…………………. Uma parada de escrita significativa,e que se prolonga atraves de meu trabahlo plàstico dando a volta pela cabeca dos observadores de minha criacao. Um DIÀRIO , CAOTICO!.... branco e negro !.. colorido , calmo e nervoso!¨… uma euphoria criadora e sem a preocupacao dos sentidos…………….


top


Artists Hosted    Kara Art Home
F F F f F F F F F F F F F F F F F F F F F